Me mantenho com migalhas de estudos e atos e falhas num rastejar firme e constante de uma revolução vagabunda!
E não me importo tanto assim com ninguém.
Eu sou meu comandante!
Foda-se.
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
"Baco Doente"
Caravaggio
"Eu amo as pessoas pelos defeitos. Desprezo os patéticos sucessos e arroto à monótonas perfeições. O fracasso e a tristeza são a beleza da arte e da poesia. A falha é a arma da humanidade ante deuses arrogantes. O erro é genitor da sensibilidade, da humildade, do amor... É o anti cadinho que nos permite, naturezas naturantes, beber a vida em êxtases abomináveis enquanto ícones de invulnerabilidade se enclausuram em seu trunfo miseráveis e solitários. Eu serei o último dos idiotas. Eu sou o arauto do fracasso!" Dario Pendragon
"Sou um homem de pecados, falhas e fracassos... A perfeição me aborrece, o sucesso me frustra... Assim meu tédio pelos deuses se apequena diante de minha intempestiva paixão pela natureza humana." DP'
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Silêncio dizível mas que ficou não sendo. Não se fez real e foi entre mundos um nada que mudou tudos como todos os outros. Não sendo foi tanto mais que tantos que quiseram ser... Mas foram em algo, algo que difere do nada que pretendeu mas que não o foi por não ser e assim ser um não tudo.
Pensou ser contra tudo mas fez parte dele, se distanciou ainda mais do nada que pensou possível.
Assim fez parte do que não quis, não mudou o nada que pensou não ser e foi algo que pensou que não existiu.
Algo sempre é mais que nunca.
O silêncio sempre gritou isso mais alto...
As serpentes e dragões que devemos temer não virão de regiões ermas, mas dos maiores centros; não serão assustadoras, mas naturais; não serão sensacionais, mas discretamente indissociáveis de nós mesmos...
Destilo de teus olhos a esperança, do tato de tua pele o amanhã, de tua voz o perene... Mas de teus lábios, musa minha de ônix ígneo, um não sei, um inebriar-me, um desconhecido que leva minh'alma fora do universal movimento das esferas, rumo a fazer de eu e você... Nós dois. Dario Pendragon
Cairão dez mil à sua direita e dez mil à sua esquerda... Milhares de milhares à sua frente e incontáveis atrás de ti... E cairá você também. E levantarás e voltarás a fronte imunda do pó do chão aos céus nublados e ao futuro nublado e passo a passo continuará com grunhidos, rosnados, gritos, sorrisos, louvores e lágrimas... Pois pela tua carne e espírito, da escuridão vieste, legado à vida com o fardo da humanidade, armado de honra e em busca do absoluto. Ainda mais que o fim, teu maior destino é o caminhar...
Penso eu... Ser é o que importa, porque importar-se com o não ser seria um movimento yang a um fim yin. A ausência não é perceptível, assim como não se descreve concretizando o abstrato. Heteronômio seria ser o que não é até a fusão de sê-lo não sendo mais (heteronomio)? Seguimos, buscamos sendo em processo de natureza naturante. Quando naturada, deixamos de sendo para ser, então, findo o movimento, não somos mais. Do três pelo dois ao um que, sem o dois, é o nada. Penso que o valor é sim mutável na medida em que percebemos mais claramente a realidade e suas importâncias, e na medida em que caminhamos, e com ele mudamos porque somos o caminho mais que o destino, a persona muta em personalidade naturante. O quanto a pessoa é uma só sustentando e vivendo verdade sobre o que é, é o que a torna inteira, sendo o que é sempre, é uma só, inteira, donde íntegra. E esse sustentar de si mesmo, não moldado pelas circunstâncias o próprio código de honra, é o caráter. E quando o abstrato e o concreto se encaixam harmonicamente, branco e preto em círculo hermético, estando um no outro presentes, e o movimento perfeito tão perfeito que estático, e a vibração tão rítmica que análoga ao imanante pré princípio, não mais adjetivável, deixa mesmo de, após transmutar, substantivo, pelo incognoscível ao (tao)... incomensurável.
Palavras Uso quando falo.. quando poeta me escorrem da boca... me fogem, me privam, delatam, devoram me são e me negam me iluminam e me escuridão quando silêncio me plenam quando grito, não.
Descobri e sempre afirmo que amo as pessoas pelos defeitos. Isso é o que as faz pessoas pessoantes... A perfeição busco com a monotonia de quem deseja a eterniadade entre o cair e o voar. Mundo, me viva!
Eu me confesso.. Confesso minha beatitude ao avesso Confesso minha alegria torpe e irascível Confesso que nem lágrima mereço Confesso o barbarismo sensível Eu me desfaço... Desfaço a oração e a fé Desfaço o poeta e o menino Desfaço a crueldade ralé Desfaço esse verso sem tino Eu me amordaço... Amordaço o coração delator Amordaço o grito no escuro Amordaço o fraco e a dor Amordaço esse cântico impuro Amordaçoamor... Dario Pendragon Recitado:
Cala-te Morgana ao avesso, e na minha boca costurada em farpados arames cala o urro que não bramido fecha as brumas mandando o Avalon ao inferno... A magia apodreceu junto com os deuses, e já não me interessam outros mundos de outras fétidas nuances da humanidade, filha torpe de deuses cômicos... Somente ainda malditos sonhos empesteiam minha alma como insetos... E o verme da esperança é imortal, como tudo o que sofre, e ri de meu calvário e já nem sei mais se são aberrações... ou se serei eu. E que nada a não ser palavras toque nenhum estúpido com réstia de bom-senso, já que nenhuma maldição faz sentido, por não ter promessa mais amarga que a realidade. Em nome da vaidade, da tristeza e do amor... Amém
Nada mais que uma matilha de chacais a pretensa sociedade atual. Não há lealdade maior que o interesse nem sensibilidade maior que o ego. Sôfrega trôpega, a honra balbucia cânticos semi esquecidos de esperança ao pó da terra amaldiçoada, e seus ecos são delicadamente oferecidos de volta embrulhados em falácias, com mais um anzol a perfurar a boca ímpia que escorre de iras caladas por tristes frustrações...
Mas não é a miragem que esmorece o beduíno, pois que é feita de ilusão, e não sólida e eterna como meu caráter. E caiam como trigo os espíritos detritos envoltos em corpos vistosos e meneantes olhares magnéticos; não perderá em mil mortes o fio da espada de minha dignidade! Aos que têm fome de vaidade, ofereço-me a devorar, embora não seja eu ração de seu ego, mas é infinita a generosidade da fonte da completude de onde alimento a vaidade te enchendo de mais e mais vazios. A fome eterna dos vivos-mortos, reais em corpos e mentes procuram almas, pois da sua perdida, vendida por imagens, o sustentáculo do digno, caráter, ética, honra, da verdade, lealdade, honestidade, clareza, do íntegro, verdadeiro, transparente, generoso, construtivo, prestimoso, do mútuo, aliado, da empatia; veio a beleza da imagem em fantasia, ladeada por mentiras douradas, toda sorte de brilhantes orgulhos e jóias estereótipas... Feitos de vazios, têm fome de aprender em uma língua que já não compreendem, não podem agarrar o que desejam obter com suas mãos tão afeitas a acariciar que não mais são capazes de amparar, olhos pidões que vêem aparências mas não expressões, embora distinguam entre brilhos de pedras preciosas e lágrimas, observam sem enxergar, desejam sem mais saber querer um sentir que não cabe mais em um coração que já não bate, negocia... O irmão ao seu lado está em pé, mas entremeia o olhar paralelo ao seu, mirando um mesmo horizonte em destino, com furtivos olhares perpendiculares a vigiar-te... A mão que pede clemência oferecendo espinhos de curare te chama a brindar com cicuta por tua própria desgraça regada a lágrimas sem sal ou sentimento, mas com objetivos... Onde estarão os bravos do punho cerrado e dos fios do bigode e da navalha? Onde estarão as filhas da Lua de sentimentos, planos e esperanças? Onde estarão os astros que todos já me parecem cadentes onde não sei mais o que é universo e o que é soberba? Ainda serei eu o maior e último dos idiotas, e nunca haverá uma decadente humanidade que não tenha provado o gosto da minha integridade e ficado em pé. Matarei a todos sem crueldade, pois que morrerão no cáustico horror do reflexo em espelho de Medusa. E será divindade o que terei, ainda que sozinho, se esta for minha sina; mas não me renderei ao senso comum de devorarem-se as carniças. Do suor, vinho; do pó da estrada, gozo; das ilusões, possibilidades; do impossível, arte. E deuses, sigam suas naturezas e dêem-me o que acharem por bem. Não lhes dirijo apelos ou lamentos; troçando ou testando, desaprovo esse meio, pois íntegro os segrego lugares ao meu lado. Acima de mim, só o céu infinito.
Dario Pendragon
Cobre-me a noite de veludo, negra como poço insondável. A quaisquer deuses eu saúdo pela minha alma inconquistável.
Que nas garras da circunstância Não recuei nem deplorei. E sob os jugos da inconstância Sangrou-me a fronte, e não tombei.
Além do vale de ira e pranto, surge o horror do ermo lugar; a ameaça dos anos, no entanto, sem temor deve me encontrar.
Como o punir está lavrado, que importa se é estreito o portão: sou mestre do meu próprio fado, de minha alma sou capitão.
Tradução: Wagner Schadeck
Invictus
Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
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Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
Eu lembro que meu poema falava em prosa do teu ventre olimpo, vindo na deusa florada... flôr que em meus beijos emana doce hidromel... sacia minh’alma, ressalta demônios, os alimenta dentro de mim...estão em busca de vingar tal sede insana...
de adentrar tal fonte de vida e morte...
Te penetro como ao teu âmago, e tu respiras como se não soubesse se vivia ou morria...
...mas se você deixar eu mando eu te comer com ou sem métrica... em prosa e verso, soneto e canção...
Como precisamos do Sol, do vento, da água...
Precisamos da pele, do cheiro, do gosto, do toque...
Do saber silencioso da presença imanifesta.
Os corpos precisam ter suas emanações entrelaçadas, precisam do saber do encontro iminente.
Minha intensidade nao permite que meras realidades cabais me distanciem das minhas vontades...
Porque meu sentimento é maior que o mundo.
The themes in Audrey Kawasaki's work are contradictions within themselves. Her work is both innocent and erotic. Each subject is attractive yet disturbing. Audrey's precise technical style is at once influenced by both
manga comics and Art Nouveau. Her sharp graphic imagery is combined with the natural grain of the wood panels she paints on, bringing an unexpected warmth to enigmatic subject matter.